A exposição fotográfica Ciriklja de Alina Zaharia, dedicada ao Dia Internacional das Pessoas Ciganas

Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas Ciganas, celebrado anualmente a 8 de abril, o Instituto Cultural Romeno em Lisboa, em colaboração com o Imago Lisboa Photo Festival, organiza a exposição fotográfica Ciriklja, da autoria de Alina Zaharia, com curadoria de António Pedrosa. A inauguração terá lugar no dia 2 de abril de 2026, às 18h30, na Galeria do ICR Lisboa. Na abertura do evento, o diretor do Imago Lisboa Photo Festival, Rui Prata, fará uma apresentação da exposição.O conceito da exposição fotográfica Ciriklja (Pássaros) é definido pela artista Alina Zaharia da seguinte forma: nos momentos tranquilos da vida quotidiana, para além dos títulos sensacionalistas e dos clichés, existe um mundo rico em tradição, identidade e fé, que molda a comunidade cigana portuguesa. 

A sua vida espiritual, centrada nas práticas religiosas evangélicas, destaca a fé não apenas como fonte de consolo, mas também como um elemento unificador entre jovens e idosos, tecendo ao mesmo tempo uma identidade coletiva baseada na resiliência e no orgulho. Longe das representações comuns que reduzem esta cultura vibrante a clichés, este projeto pretende honrar os aspetos da vida quotidiana, os momentos silenciosos de devoção, a força encontrada nos laços familiares e a humanidade por trás dos rótulos. É um convite para olhar para além dos estereótipos, compreender e celebrar uma comunidade orgulhosa da sua identidade e das tradições que transmite de geração em geração.

A exposição estará patente na Galeria do ICR Lisboa até 20 de abril e poderá ser visitada no seguinte horário: de segunda a quinta-feira, entre as 10h00 e as15h30, e, à sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00.

Alina Zaharia reside em Portugal desde 2008. Em 2019, iniciou os seus estudos de fotografia no Instituto de Produção Cultural e Imagem (IPCI), no Porto, e em 2023 concluiu o mestrado em Fotografia Artística na mesma instituição, em Lisboa. Aborda a fotografia como um instrumento ideal para aprofundar as ligações entre a Roménia e Portugal, explorando temas de natureza humanística e sociocultural, com o objetivo de destacar as semelhanças entre os dois países. Exposições: 2022 – “A Fada do Salgueiro”, no âmbito do Imago Lisboa Photo Festival – Instituto Cultural Romeno, Lisboa; 2023 – “A Fada do Salgueiro” – galeria Okna, Porto; 2023 – “Sic Transit Gloria Mundi” – galeria Bull & Stein, Porto; 2024 – “A Fada do Salgueiro” – Mostra de Fotografia de Autores / CC11, Faro; 2025 – “Ciriklja” – Imago Lisboa Photo Festival, Sociedade Nacional de Belas Artes; 2025 – “A Fada do Salgueiro” – galeria-loja A Linha da Vizinha, Caldas da Rainha; 2026 - “O Som Branco dos Meus Ouvidos”, Casa de las Conchas, Salamanca, Espanha. Distinções: 2024 – Prémio Especial, Transversalidades – Fotografia sem fronteiras / Centro de Estudos Ibéricos; Guarda; 2025 – Finalista, Concurso de Fotografia CC11, Lisboa.

António Pedrosa é um fotógrafo e curador sediado no Porto, Portugal, com projetos principalmente no campo da fotografia documental, que exploram temas de desigualdade social e a relação com o território. Em 2014, fundou o COLECTIVO, uma plataforma dedicada a abordagens experimentais na fotografia documental. Entre 2017 a 2023, foi diretor do programa de fotografia no IPCI. Os seus projetos têm sido distinguidos com diversos prémios e bolsas, incluindo Estação Imagem, PDN Photo Annual, POY Latam, Artist Initiative VSCO e Hasselblad Masters. Em 2025, a KioskZine 13.0 foi dedicada ao “Heaven” e apresentou “República” na Galeria da Estação, em Braga. Curador de diversas exposições de artistas e do Festival MFA (Mostra de Fotografia de Autores) em Faro em 2024 e 2025 e do Prémio CC11 de fotografia de Autor.

Rui Prata é historiador, professor, curador e diretor artístico do ImagoLisboaPhoto Festival.

Na sua 7.ª edição, o ImagoLisboaPhoto Festival reafirma-se como um espaço plural de encontro e reflexão em torno da imagem fotográfica. Consolidado na cena cultural de Lisboa — e com um reconhecimento nacional e internacional crescente —, o festival apresenta-se, mais uma vez, não apenas como uma plataforma expositiva, mas como um agente ativo no desenvolvimento da literacia visual e da compreensão crítica das artes visuais contemporâneas. O festival pretende criar espaço para narrativas que foram historicamente silenciadas e promover uma escuta ativa dessas vozes.