O Instituto Cultural Romeno em Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional Brukenthal de Sibiu, organiza a exposição “Entre margens. Cartografias sensíveis da intimidade” na Galeria do ICR Lisboa (Rua do Barão n.º 10), entre 22 de abril e 26 de junho de 2026. A inauguração decorrerá no dia 22 de abril, a partir das 18h30, na presença da curadora da exposição, Raluca Teodorescu, que é também diretora do Museu Nacional Brukenthal.
Raluca Teodorescu (nascida em 1981) é curadora e especialista em museologia. Licenciou-se em História pela Faculdade de História e Património da Universidade “Lucian Blaga” de Sibiu, e, desde 2006 trabalha no Museu Nacional Brukenthal como museógrafa. É também a primeira mulher a assumir a direção do Museu Nacional Brukenthal de Sibiu, o museu mais antigo da Roménia e um dos mais valiosos da Europa Central. Com uma experiência de mais de duas décadas na instituição, num percurso que a levou de funções de nível técnico superior ao cargo de diretora de departamento, Raluca Teodorescu comissariou mais de 30 exposições nacionais e internacionais.
O Museu Nacional Brukenthal de Sibiu é uma instituição de prestígio europeu e um dos mais importantes espaços culturais da Roménia. As suas coleções foram constituídas pelo barão Samuel von Brukenthal (1721 - 1803), governador da Transilvânia entre 1777 e 1787, podendo já ser visitadas em 1790, três anos antes da inauguração do Museu do Louvre. A inauguração oficial do museu ocorreu em 1817. É o museu mais antigo do país. Posteriormente, as coleções foram enriquecidas com obras do Museu da Sociedade dos Cárpatos e do Museu Astra. O museu é composto por: o Palácio Brukenthal, o Museu de História, o Museu de História Natural, o Museu de História da Farmácia, o Museu de Caça August von Spiess, a Casa das Artes (sede das exposições temporárias de arte contemporânea), as Galerias de Arte Contemporânea e a Casa Azul. O Palácio Brukenthal, que alberga o museu, é um monumento barroco, fundado pelo barão Samuel von Brukenthal. O corpo principal foi erguido entre 1778 e 1788, tendo contado com a colaboração do escultor Sino Hoffmeyer. A galeria de arte inclui as duas exposições principais, a Pinacoteca Brukenthal e a Galeria de Arte Nacional, às quais se juntam, no segundo andar, os espaços destinados a exposições temporárias. A Pinacoteca Brukenthal, cujas obras foram adquiridas pelo barão em Viena, após 1750, reúne e ilustra as escolas de pintura flamenga e holandesa (450 obras), italiana (200), germano-austríaca (480), francesa e espanhola (20), dos séculos XV a XVIII. A Galeria Nacional de Arte, cujas coleções foram constituídas após 1950, a partir dos acervos do Museu Astra e de aquisições feitas ao longo do tempo, inclui obras de referência que ilustram a história da arte romena dos séculos XV a XX, totalizando mais de 3 000 peças. O Gabinete de Gravuras, fundado pelo barão Samuel von Brukenthal, é o mais antigo do país. Possui gravuras dos séculos XVI a XVIII, bem como arte gráfica romena moderna e contemporânea, totalizando mais de 12 000 peças. Entre os gravadores de renome, destacam-se Albrecht Dürer, Marcantonio Raimondi, Hendrick Goltzius, Agostino Carracci, J. Callot, G. Tiepolo e Piranesi. A coleção de arte decorativa inclui mais de 600 peças: mobiliário (cerca de 200 peças), peças em estanho e prataria medieval (61 peças), vestimentas litúrgicas confecionadas em Itália nos séculos XIV - XV (20 peças), arte decorativa do Extremo Oriente (120 peças), tapetes orientais medievais (61 peças). A biblioteca, aberta a investigadores e estudantes, conserva um rico acervo de livros, em parte reunido pelo barão Brukenthal. O número total de volumes ascende a cerca de 280 000. Da valiosa coleção de manuscritos, destacamos o famoso Breviário Brukenthal, realizado nos Países Baixos no início do século XVI, escrito em pergaminho, com caracteres góticos minúsculos, adornado com miniaturas pintadas, atribuídas a Simon Bening e Geeraert Horenbaut.
A exposição poderá ser visitada entre 23 de abril e 26 de junho de 2026, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 16h00.