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A PARTIR DO ADOLESCENTE MÍOPE
No âmbito do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, o ICR Lisboa apresenta no dia 21 de Abril de 2009 A partir do adolescente míope, (21h30, Anfiteatro do Instituto Franco-Português, Av. Luís Bívar, 91, Lisboa) um espectáculo de teatro/dança criado e protagonizado por Romulus Neagu e Graeme Pulleyn. Dois artistas que se fixaram...A PARTIR DO ADOLESCENTE MÍOPE
3ª feira, 21 abril 2009Amfiteatro do Instituto Franco-Português, Av. Luís Bívar, nº 91, Lisboa
21:30No âmbito do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, o ICR Lisboa apresenta no dia 21 de Abril de 2009 A PARTIR DO ADOLESCENTE MÍOPE, um espectáculo de teatro/dança criado e protagonizado por Romulus Neagu e Graeme Pulleyn.
Dois artistas que se fixaram em Viseu, fruto da sinergia criada pela Companhia Paulo Ribeiro e Teatro Viriato, juntam-se em palco para criar uma peça, que cruza o teatro e a dança. Nesta viagem contam ainda com a companhia do músico Luís Pedro Madeira que interpreta ao vivo os sons desta aventura. Tudo à volta de livros e adolescências revividas, depois de um encontro com a obra O Romance do Adolescente Míope, o primeiro romance literário que Mircea Elíade escreveu apenas com 17 anos.
A essência de A partir do adolescente míope talvez resida num imenso e pleno encontro… ou melhor numa sucessão de encontros e reencontros, que podiam ter acontecido num sótão. Um (re)encontro de Romulus Neagu com o legado do escritor romeno Mircea Eliade. Um encontro de Romulus Neagu com Graeme Pulleyn e Luís Pedro Madeira. Um encontro dos criadores com o livro O Romance do adolescente míope. Um (re)encontro com as adolescências vividas. Um encontro das próprias adolescências dos criadores com a de Mircea Eliade, e, destas com as do público. Um encontro do movimento com o teatro e a música.
Um amplo encontro transformado em cenas episódicas, inspiradas numa narrativa que despoleta outras narrativas, descritas na primeira pessoa. Do movimento ao texto, os criadores e intérpretes desta viagem foram-se encontrando em novos territórios, fossem eles o próprio processo de criação ou o confronto com um passado que se torna presente.
Criado a partir de O romance do adolescente míope, escrito por Mircea Eliade quando tinha apenas 17 anos, em 1924, A partir do adolescente míope é um convite a mergulhar num mundo próximo e reconhecível. E esse mergulho pode resultar num fortuito regresso ao passado feito das festas de garagem, do primeiro beijo, da primeira namorada ou namorado, da descoberta do corpo, da felicidade e confusão da adolescência. Ou pode ser um mergulho que resulta num encontro com a realidade que à frente dos olhos dos adolescentes se torna ficção.
O espectáculo constrói-se em volta da misteriosa relação entre o ser humano e o livro, o acto de escrever, o prazer de ler, a obrigação de estudar. Concentra-se sobretudo, porém, na necessidade de cada um de procurar a sua voz, descobrir o que é que precisa de dizer e como consegue dizê-lo. Para uns será pelos livros, para outros a dança, o teatro, a música, a ciência, ou o desporto. Certo é que sendo uma descoberta da adolescência, dura uma vida inteira.
Num espaço cénico intimista, acolhedor e solitário, os três intérpretes olham e revivem as suas próprias adolescências com base no encontro entre a reflexão pessoal e a (re)descoberta desta extraordinária obra literária. Além das referências literárias a Mircea Eliade, na peça são também citados textos de Clarice Lispector, Wilfred Owen e Sylvanus Stall.
Uma viagem entre a realidade e a ficção, entre o passado e o presente, entre a dança, o teatro e a música.
Uma viagem à volta de um texto escrito por um homem, pontuado pelas histórias adolescentes de dois homens e que despoletou a música de um terceiro homem.
Ficha artística
Criação, espaço cénico e interpretação Graeme Pulleyn e Romulus Neagu
Música interpretada ao vivo Luís Pedro Madeira
Desenho de luzes Cristóvão Cunha
Co-produção Teatro Viriato e Companhia Paulo Ribeiro
(Dossiê de imprensa do espectáculo A partir do adolescente míope)
palavras-chave: TEATRO
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